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A história do Fórum de Líderes empresariais está ligada aos principais fatos econômicos e políticos ocorridos no País nos últimos 32 anos.
Criado em 1977 pela revista Balanço Anual, editada pela Gazeta Mercantil, o Fórum tinha - e continua tendo - o objetivo de criar um espaço democrático para a elite empresarial discutir as questões estruturais do País.
A primeira manifestação pública do Fórum foi em julho de 1978, com o Documento dos Oito - uma clara e incisiva exigência de abertura política, em uma época em que o povo raramente era convocado para expressar suas preferências políticas, mesmo dentro de estreitos limites. Vivia-se o início do fim de um ciclo da história brasileira. Os “anos de chumbo” já não conseguiam mais responder às necessidades da elite. No Documento dos Oito, os empresários declararam que o País teria de caminhar para “um desenvolvimento econômico fundado na justiça social e amparado por instituições democráticas (...) estes são, no essencial, os anseios mais gerais da sociedade brasileira”. O documento teve profundas repercussões políticas e influiu na busca de soluções para duas questões econômicas que acabaram por travar o desenvolvimento: a inflação e o endividamento externo.
Em 1983, ainda sob o regime militar e com a chamada “crise da dívida externa”, o Fórum se manifestou novamente, agora pedindo liberdade econômica, por meio do Documento dos Doze.
Em 1989 foi criado o Conselho de Líderes Permanentes, instância superior de representação que reúne os empresários já eleitos como líderes nacionais. Os primeiros conselheiros foram Antonio Ermírio de Moraes, Cláudio Bardella, Jorge Gerdau Johannpeter, José Mindlin, Olavo Setúbal e Abílio Diniz.
Em 1994, a eleição de líderes foi desdobrada por unidades da federação, passando-se a eleger, além dos líderes nacionais, também os líderes estaduais e os líderes setoriais.
No dia 11 de março de 1997, reuniu-se a plenária do Fórum Permanente de Líderes em Belo Horizonte, que deu origem a cinco grupos de trabalho: questão fundiária (coordenado por Luiz Fernando Furlan), Democratização da Riqueza (Felix Bulhões), Educação (Décio Silva), Globalização (Atilano de Oms Sobrinho) e Saúde (Rolim Adolfo Amaro). Os trabalhos resultaram no documento “Cidadania e Riqueza Nacional - o Resgate do Social na Prosperidade Econômica”.
Para conferir ao Fórum uma estrutura jurídica independente, em 16 de julho de 1998 foi criado o Instituto Fórum de Líderes Empresariais. Até hoje o Fórum teve como presidentes Rinaldo Campos Soares, Luiz Fernando Furlan, Herman Wever, Elcio Aníbal de Lucca e Ozires Silva. O presidente do Conselho Curador é Luiz Fernando Levy e o diretor-executivo é Finho Levy.
No mesmo ano de 1998 criou-se a revista Líderes.
Em 2009, diante da emergência de um mundo novo que surge no pós-crise, o Fórum renovou-se para se adequar aos novos paradigmas. Lança um grande movimento empresarial orientado pela competitividade sustentável - o G100, formado por cem empresários de relevância na área. Lança também o seu principal braço político, o G27, constituído por mais de uma centena das principais entidades empresariais do País.
No mesmo ano, passa a editar também a e-letter diária Bastidores Líderes, em cima de uma plataforma eletrônica revolucionária por sua interatividade. E reformula totalmente o seu portal na internet, dentro dessa mesma filosofia.
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